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8 de jun. de 2008

Chicago Open 2008 - 5a rod

2 em 4 não é o pior resultado do mundo, mas eu esperava melhorar bastante. A partida seguinte foi uma daquelas Leningrado super-complicadas igual a várias que eu já tinha jogado: Rei no centro, peões voando pelo tabuleiro, posição toda esburacada, falta de desenvolvimento e muito sangue frio.
Depois de ganhar dois peões em troca da qualidade (que ele não quis), já estava contando com o ponto nessa partida, quando de repente fui atingido por um momento de loucura (que voltaria a acontecer nesse torneio). Nessas horas eu pergunto por que eu não presto atenção nas minhas próprias aulas? Se você já tem a partida nas mãos, não tem por que tentar ganhar fazendo brilhantismos duvidosos.



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Chicago Open 2008 - 3a rod

Ray Robson. Esse foi o meu adversário na 3a rodada. Com um rating de 2465, 13 anos e parecendo um pouco o Terzian quando tinha essa idade, devo reconhecer que foi meu adversário mais consistente em todo o torneio. Fazia os lances mais seguros e tinha um bom domínio tático e estratégico, na defesa e no ataque, sem contar um excelente conhecimento de finais, como foi possível ver ao analisar um possível final, junto com seu treinador, o GM Gregory Kaidanov, em que eu teria Bispo e PT contra Torre e PT, porém com bispo de cor errada em relação ao canto onde estava o rei. A princípio ele julgava ser empate e eu dizia que provavelmente ele ganharia. Nessa hora chegou o Kaidanov e começou a mostrar como se pode ganhar. Bem instrutivo.
Alguns dias depois a FIDE confirmou o título de MI para o garoto.




29 de mai. de 2008

Chicago Open - as partidas

Depois do desabafo abaixo, vamos ao que interessa: as partidas. Não posso dizer que foi um desastre comparável ao do Titanic, já que o barquinho em questão não era tão grande. Mas, como era eu que pilotava o dito-cujo, o resultado me afetou bastante.
Assim que cheguei ao torneio e vi a lista de GMs presentes, pensei: "o que que eu estou fazendo aqui? Se eu não paguei R$ 100 pra ver o Chico Buarque, ao vivo, em Curitiba, por que eu deveria ficar feliz em gastar US$ 700 pra ver o Nakamura" (na foto, dando autógrafo)?
A lista de participantes, como vocês já devem ter visto, graças à Lolinha que, gentil e gratuitamente, atualizou esse blog, era encabeçada pelos GMs Nakamura, Petrosian, Akobian e por aí afora. A grata surpresa foi reencontrar o meu amigo Alonso Zapata, GM colombiano, a quem não via há muito tempo. Chegamos a jogar na mesma equipe, por São Sebastião, nos Jogos Abertos em São Paulo.
Minha primeira partida foi contra o GM A. Yermolinsky (à esquerda na foto), rating 2568, que terminou empatado de 4a à 7a colocação.
Segue a partida. Análises e comentários são bem-vindos.