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4 de dez. de 2011

JASC 2011 - parte 2

Com a presença de 10 equipes o torneio foi jogado no sistema shuring (todos contra todos), 90 min + 1min/lance. Cansativo mas valeu a pena.


Nas minhas primeiras partidas eu ainda sentia uma certa dificuldade em encontrar os planos corretos em uma posição  já conhecida. Um claro exemplo foi essa, na 6a rodada, contra Lídio Delgado, experiente jogador de Criciuma em que consegui uma posição claramente melhor, que eu já tinha jogado outras vezes com sucesso mas em que não conseguia me decidir por um plano até que permiti o empate.





Na 2a rodada (depois de perder uma partida difícil contra o Alessandro Paulista de Concórdia na 1a rodada) já me senti mais confiante e ganhei uma boa partida.







A partida contra o Paulista, como é conhecido o Alessandro, foi bem agitada. hora eu ficava melhor, ora ele. Atá que no lance 42, com um pouco menos de 5min resolvi jogar rápido e ganhar o peão de b3 ao invés de trocar as torres e jogar o final de peões em que as brancas é que tem que buscar o empate (mas empatam). O final de torres, entretanto está ganho para as brancas pois o meu Rei fica cortado pela torre branca. 





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29 de nov. de 2011

JASC 2011 - parte1

No dia 11 de novembro começou a competiçào de xadrez dos Jogos Abertos de Santa Catarina. Este ano eu tive a honra de integrar a equipe de Florianópolis. Só tenho a agradecer ao Marcelo Pomar pelo convite.

Todos os resultados e formaçào das equipes podem ser vistos aqui  ou no chess-results aqui o masc e aqui o fem

Tanto o masculino como o feminino terminaram  em 3o lugar com destaque para as meninas que ficaram na frente da fortíssima Blumenau.

A equipe tinha, coincidentemente, os 4 últimos campeões catarinenses: Kaiser Mafra, Cesar Umetsubo, eu e Charles Gauche. Este último merece um capítulo à parte. É uma das figuras de melhor astral que já vi, dentro e fora do xadrez. Todos os outros me perdoem mas o Charles é fundamental. Azar de quem abriu mão dele.Além da força extraordinária como jogador, ainda é capaz de motivar qualquer equipe. E, ainda mais, me fez testemunhar uma das cenas mais tocantes que eu já tenha vivido em todos os meus anos de xadrez.

Outra grande alegria foi reencontrar a Amanda (Paul), que foi minha aluna no Colégio Nova Era em Joinville. Ela está se tornando uma grande jogadora tendo derrotando o monstro sagrado de Blumenau, Regina Ribeiro, em um dos matches decisivos.

Os dois torneios (masc e fem) foram jogados no sistema schuring, 9 rodadas com um sistema de acréscimo pouco usual de 1min a cada lance que permitia partidas bem longas. Com frequência as partidas chegaram a mais de 6 horas.

É impressionante a utilizaçào das novas tecnologias atualmente no xadrez: praticamente todos os jogadores das duas equipes usavam computador para se prepararem (uma excessào é este dinossauro que vos fala). Isso ensejou uma situaçào engraçada. No dia em que eu nào joguei fiquei no alojamento para descansar e me preparar contra o Alfeu, de Lages. Depois que todos sairam fui olhar algo em um dos laptops. Quando liguei o do Ucsai, precisava digitar a senha. Tentei lembrar dos filmes em que isso acontecia mas não me veio nenhum insight mágico. Passei para o netbook do Umetsubo. Linux. Quem é que sabe os comandos para entrar nisso? Esquece. Só restava uma alternativa: dormi uma boa parte da tarde e depois fiquei lendo um livro (não de xadrez) que o Kaiser tinha trazido (esse cara tem planos para o futuro. Cuidado com ele.)

À noite, quando a equipe voltou, nào comentei nada e, no dia seguinte fiz a minha melhor partida no torneio, ganhando do Alfeu, de pretas em menos de 20 lances.

Segue a partida: