12/12/2009

JASC -partidas (2)



Esta foi uma das minhas mais emocionantes partidas nos jogos. Contra o sempre sorridente Alessandro Paulista, de Concórdia. A partida foi muito disputada e tensa, principalmente em sua parte final em que os dois jogadores tiveram que fazer uns 10 lances em pouco mais que 2 min. Eu evitei algumas linhas de empate forçado e forcei a partida. Nesse instante o Alessandro deixou escapar uma chance de vitória, com 34...c5 em vez de 34...a4 . Levando-se em conta que a seta dos dois estava à beira de cair não dá para culpa-lo por não ter feito o melhor lance.




03/12/2009

Jasc - partidas
















A seguir minhas partidas no Jasc em Chapecó continuando a saga de ir muito bem na primeira metade e afundar no final. Completando, algumas partidas interessantes de Joinville.


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Esse é o final da partida entre o Renan (Joinville) x Fier (Concórdia), após o lance 1.b5 das brancas. Chama a atenção a simétrico característica de problemas de xadrez. Seguiu:
1...c3 2. Ce3 g3 3. Re4 (completa simetria!) Rd7 4.Rf3 Re5 5. b6 1-0



Esta partida eu gostei muito pela simplicidade com que as brancas conseguiram uma enorme vantagem em tão poucos lances



28/11/2009

JASC 2009


Interrompendo os posts sobre a semi final do Brasileiro Absoluto vou tentar dar um apanhado sobre o principal torneio de SC. Particularmente sobre a atuação de Joinville, minha cidade.

Dia 20 de novembro terminou a categoria masculina dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) 2009 na cidade de Chapecó. Graças aos esforços do diretor da prova e presidente da FCX Gilson Chrestani escapamos de jogar em um lugar horrendo (segundo relatos de quem viu o local) e fomos parar em um simpático clube em uma área residencial próxima ao centro. O Gilson ainda não estava contente (ao contrário de outros dirigentes meio acomodados) já que havia pouco (nenhum) espaço para os espectadores e fomos então transferidos para uma linda e enorme sala de um centro cultural próximo. Ali havia tudo o que podíamos desejar: muito conforto, boa iluminação e até mesmo música clássica proporcionada pelo teatro existente no local, em que havia apresentações de balet. A música com frequência invadia o salão do xadrez mas, quem jogou no CXSP nos últimos anos sabe, não só podia ser muito pior mas, também, era bastante agradável.

A respeito de certas restrições, duas me incomodam muito (pra não ficar só fazendo elogios). A primeira delas diz respeito ao porte de celular. Parece que os árbitros ainda não perceberam que não é só o barulho que incomoda. Hoje existem programas de ponta como o FRITZ, por ex, que podem ser utilizados no próprio celular. Eu fico imaginando se, 20 anos atrás, a um jogador seria permitido ir ao banheiro levando consigo uma enciclopédia de xadrez, com a concordância do árbitro, garantindo que não a usaria.

Outra coisa que incomoda é não poder observar as partidas do feminino nos momentos em que o lance é do meu adversário. Me parece que dificilmente vai haver um grande número de jogadores invadindo o lado feminino ao mesmo tempo durante suas partidas. Se a preocupação for a de passar lance para alguém, convenhamos... é bem mais provável que venha de alguém de fora do tatame.

Isso posto, vamos falar das equipes. Como já é tradição, o nível dos jogadores não para de aumentar. Isso vem se somar ao, na minha opinião, é claro, saudável ato de se reforçar as equipes com jogadores de outras cidades e, principalmente, de outros estados. De que outra forma jogadores que raramente disputam torneios fora de SC, poderiam enfrentar os melhores jogadores do país, e ganhar? O impulso que um atleta pode tomar após conseguir um resultado desses é difícil de dimensionar. Todo ano surgem as conversas sobre eliminar ou dificultar a participação de jogadores de fora do estado. A meu ver isso é uma grande bobagem. A símples convivência com esses grandes jogadores na equipe pode alavancar a carreira dos jogadores locais. Desde que a cidade mantenha em atividade as "pratas da casa". Eu já cansei de ver os dois casos: as cidades apenas contratam os jogadores e ficam o resto do ano sem ter nenhuma atividade ou então não dão nenhuma oportunidade de desenvolvimento àqueles que tiveram contato com esses "estrangeiros".

Vamos agora aos destaques: já me desculpando antecipadamente pelas injustiças devido ao esquecimento involuntário, o grande nome do torneio foi o Fier, que só pôde jogar 3 partidas devido à sua participação no mundial na Russia. Veio direto daEspanha, jogou 3 rodadas e foi para a Sibéria. Por mais disposição que um jovem tenha, cedo ou tarde essas maratonas vão influir nos resultados(Fier perdeu para o Renan e empatou outra partida).

O outro grande nome foi o GM André Diamant (6 pontos em 7). No masculino as 3 principais equipes eram Joinville (Disconzi, Renan, Haroldo e Sílvio), Concordia (Fier, El DEbs, Molina e Alessandro Paulista) e Rio do Sul (Diamant, Aranha, Terao e G. Borges). O título ficou com Rio do Sul. Outras cidades tinham jogadores muito fortes como Charles Gauche, de Blumenau, Alfeu e Marcão, de Lages, Kaiser, de Itajaí, Sperb, de S.Bento, Godois de Tubarão, porém não tinham muita homogeneidade, o que refletiu nos resultados.

"Las partidas ganadas hay que ganar-las". Esse aforismo bem conhecido (Tartakover?) esteve bastante presente, ao menos nas minhas partidas, e refere-se à situação em que um jogador tem uma posição ganha mas por algum motivo não conseguiu o ponto. Em pelo menos duas partidas decisivas em que eu já contava com a vitória (na 6a e 7a rodadas) tive que me contentar com o empate:
Na primeira posição, já próximo das 6 horas de partida, mas ainda com 2 min no relógio eu já estava relaxado. Havia conseguido finalmente uma posição ganhadora. Estava apenas repassando as formas de ganho quando o meu rei estivesse na 6a fila junto com o peão. Ai ele jogou 1...Bc6 e eu repondi rápido com 2. Rb4 Bxa8 = . O choque foi tão grande que eu nem percebi qual peça ele tinha capturado.


Já na segunda posição, além da vitória deixei passar uma continuação consagradora: eu analisei
1. Txe6 Rxe6 2. Te1+ Rd5 3.Bb5 c4 4.De3 e ou dá mate ou ganha a dama. Ms na linha 1....fxe6 acoisa pegou. eu vi 2. Dg7+ Rd3 3. Be4+ Cd5 4.Txd5+! Rc6 (se 4...exd5 5.Dxf6++) 5. Txd7+ Rb6!
e eu não sabia como continuar. Se capturo a torre perco a dama e se capturo a Dama levo mate. Se não faço nada perco a torre. Eu desistia da linha mas voltava logo a ela "não é possível que não tenha nada aqui". Acabei jogando 1. Bc2. Na verdade tinha: a máquina rapidamente mostrou (após 5...Rb6) 6. Bc6! em que a torre está defendida e o bispo não pode ser capturado (se 6....Rxc6 7. Txc7+ e se 6. ...Dxc6 7.Tx d8. Como se não bastasse, aparecia uma segunda alternativa: 6. Txd8!! Dxg7 7. Tb8+ Ra5 8. Bc6! seguido de 9.b4+ e 10.Bb5+. Ao lado a posição após 8.Bc6 (análise) Se 10...Dg5 11.f4 Dh4 12.Bb7+ Rb6 13.Bf3+desc



(continua)

11/11/2009

Semifinal em Vitória - a saga (parte 1)

Poucas vezes eu tive tanta dificuldade em jogar um torneio. Duas semanas atrás estava marcada a semifinal do Brasileiro absoluto para ser em Vitória. Era um torneio que eu aguardava desde o final do ano passado pois como campeão catarinense já estava classificado para a disputa (lembrando que já não é mais um torneio aberto. Somente os pré-classificados por algum dos critérios divulgados pea CBX poderiam participar). Finalmente, uns 15 dias antes, o torneio foi marcado para Vitória no Espirito Santo.

Aí começa a saga. O torneio é bem caro. Só entre hotel e avião não sai por menos de R$800. Acrescente aí uma bela taxa de inscrição de R$100. É possível que durante os 4/5 dias de torneio o jogador queira alimentar-se. Com esse dinheiro todo dá pra ficar em casa, jogar um torneio sozinho e faturar o prêmio de R$1000,oo. Todo esse preâmbulo pra mostrar o quanto pode pesar só a parte financeira de um torneio desses. Mas é um torneio importante: classifica 5 jogadores para a final do brasileiro.

Depois de enfrentar a maior cara feia em casa quando falei o custo, reservei hotel e passagens. Como o voo nào sai de Joinville, tive que ir de madrugada até Curitiba. Chegaria à tarde e a 1a rodada seria à noite.

Aí começa o drama. Recebo o aviso de um amigo que o aeroporto de Vitória esta fechado para pousos e decolagens devido às fortes chuvas e nào tem prazo para rezbrir. As companhias aéreas já estào cancelando os voos para lá. Ainda assim vou a Curitiba e encontro o Frederico Matsuura que tambem está indo no mesmo voo que eu pela TRIP. O Frederico está em contato com o presidente da CBX, morador de Vitória, que decidiu, sabiamente, postergar a primeira rodada para o sábado de manhã. Ficamos sbendo que vários jogadores estão tentado ir de ônibus. O nosso voo sai no horário. Chega ao Rio com um sol esplêndido. O piloto avisa que irá aguardar um possível melhora em Vitória, caso contrário irá para a póxima escala em ...Porto Seguro. Os olhos do Frederico brilham e ele já parece bem conformado em passar o feriadão na Bahia. Com apenas 45 min de atraso (inaceitável pelas novas diretrizes daFIDE) o avião decola. Ao se proximar de Vitória o céu azul dá lugar às densas núvens de chuva. 5 min de voo com visibilidade próxima de zero. É quase impossível deixar de lembrar dos últimos acidentes de avião no Brasil. Já dá pra ver a pista. O piloto, que tinha feito um pouso um tanto quanto, huum, não exatamente suave, no Rio, dessa vez caprichou e pousou suave como uma pena. Logo ficamos sabendo que o nosso tinha sido o único avião a conseguir pousar naquele dia. Um avião da TAM chegou proximo à pista mas não teve coragem e voltou para o Rio.

Já em terra firme fomos ao Hotel, local do torneio e na conversa com o taxista me deu a impressão que o torneio deixaria de ser suiço para ser um shuring (talvez com 2 jogadores - eu e o Frederico) já que ninguém conseguia chegar lá.

O Pablito mostrou uma genuína surprêsa ao nos ver, pois não cria na presença de jogadores de fora naquele dia. Nos passou a informação que muita gente estava tentando vir de carro ou de ônibus. Final da história: o torneio teve apenas 8 desistências. E aí começa a segunda parte do sofrimento: a superpopulação.
(continua)

1a rodada;



07/11/2009

Momentos mágicos

Na Semifinal do Campeonato Brasileiro em Vitória aconteceu o seguinte final na partida do carioca Alberto Mascarenhas (de brancas) que deixou o MI E. Matsuura absolutamente embevecido.



Inicialmente ele chamou todo mundo que passava para ver aquela situação estranha com 3 peões passados unidos na 6a e com torre a menos. O jogador de pretas, extremamente apurado no tempo, jogou 1...b6 (?) e levou o golpe 2. b5! ( 2. h7 deve ser mais preciso mas, não é tão bonito.) 2. ... bxc5 3. bxc6 (e agora são 4 peões na 6a fila!) 3. ... Tc7 4. f7 + Rf8 5. h7 abandonam.

Assim que a partida acabou começaram análises extremamente apaixonadas, como o momento exigia, e o Everaldo imaginou a seguinte situação com os 4 peões na 7a fila (era só o Mascarenhas fazer algumas triangulações com o Rei para dar tempo do peão preto chegar em c2. Aí teríamos o seguinte diagrama:



Nessa posição as brancas jogam: 1. g7! c1=D 2. f8=D+ Txf8 3. gxf8=D+ Rxf8 4. c8=D+(!) Dxc8
5.h8=D+ e 6. Dxc8 +-

Essa foi uma daquelas situações que trazem à tona a beleza do Xadrez.

09/10/2009

Aberto 71 anos do Clube de Xadrez de Curitiba (2)


(continuação):
Um segundo motivo que me levou a jogar o torneio em Curitiba foi a oportunidade de encontrar o Terzian e a Cláudia, dois grandes amigos de Osasco, que agora moram na capital paranaense. Terzian foi um dos grandes enxadristas que começaram a jogar (bem) em Osasco. Fomos, várias vezes, campeões desde o s Jogos Abertos até o Brasileiro interclubes, por Osasco. Chegamos até a dividir uma cesta básica de salário por jogarmos em Osasco (a prefeitura só contratava um dos jogadores - eu - que tinha que dividir o salário (mínimo) com o outro (o Terzian). Uma vez tive que ouvir de um dirigente de outra cidade o motivo de nunca terem tentado contratar a gente: "É que voces tinham tantos títulos e deviam ganhar tào bem que nós nunca poderíamos cobrir a oferta de Osasco.
Durante muito tempo eu voltava, à noite, de ônibus com o Terzian já apaixonado pela Cláudia, também enxadrista de Osasco, e tinha que ouvir intermináveis monólogos sobre como ela era fantástica, linda, maravilhosa. Tempos depois se casaram.
Algum tempo atrás ele passou por um grave problema de saúde do qual está se recuperando. Finalmente (após a 4a rodada, à noite) tive oportunidade de bater um longo papo com eles. Valeu por todo o torneio.

Seguem as partidas:
1a rodada:



03/10/2009

Fier na ESPN

Hoje, sábado (3/10/2009) Fier será entrevistado por Juca Kfoury às 21:00h. Quem puder assista e comente.
Abraços.

20/09/2009

Aberto 71 anos do Clube de Xadrez de Curitiba (1)



No último dia 11 joguei o IRT em comemoração aos 71 anos no C X de Curitiba. Eu sempre tive um grande carinho por essa entidade - Clube de Xadrez- mesmo quando funciona numa praça, sem ter uma sede própria. O que traz identidade ao clube são os seus frequentadores. Em Detroit o clube de xadrez não passava de duas mesas no setor de convivência do Centro dos Estudantes da Universidade de Wayne. Mas, nos dias em que o clube "abria", aquele espaço ganhava vida e eu devo grande parte dos momentos felizes que passei nos EUA àquele pequeno espaço e seus frequentadores.

Com muita frequência eu ouço que os clubes de xadrez são uma espécie em extinção. E isso é verdade. O tratamento absolutamente amador na gestão dos clubes gera, com frequência, dívidas altas e arrecadação baixa. Alguns abnegados se sacrificam cuidando do clube, para alívio dos outros usuarios, e acabam se transformando em porteiros, faxineiros, tesoureiros, presidentes e, por fim, donos.

Em Nova York tentei visitar o Manhattan Chess Club, um dos mais importantes espaços de xadrez do mundo, frequentado por Capablanca e Fischer. O clube, no entanto, tinha desaparecido: falta de dinheiro o levou de um endereço a outro até sumir de vez. Já com o Marshall Chess Club a história foi algo diferente. F. Marshall conseguiu que um de seus ricos admiradores doasse a sede para o clube, no coração de Nova York. E lá eles estão conseguindo sobreviver graças ao aluguel dos andares superiores (4 apartamentos residenciais). Em São Paulo temos o exemplo do CX São Paulo, um dos maiores e mais bonitos clubes do mundo (ao menos no salão principal). Um prédio de 4 andares no centro da cidade, que por muito pouco desapareceu e ainda corre esse risco apesar de, agora, com o patrocínio da Semp-Toshiba, já poderem respirar mais aliviados (e nós enxadristas, por tabela, também).

Aqui em Joinville o Clube de Xadrez tem uma sede (alugada) excepcional, em pleno centro, mas ainda sub-aproveitada pela comunidade e por demais dependente do poder público. Está dando muita sopa pro azar.

Minhas origens estão no Clube de Xadrez Capablanca de Osasco ( que raio de nome estranho era esse?, foi minha primeira impressão ao conhecê-lo, já que nunca tinha ouvido falar no genial cubano.) que se tornou...sei lá o que se tornou. Só lembro que foi mudando de lugar (já que ligado à prefeitura de Osasco) desde uma casa superconfortavel, até o interior de uma bilheteria de estádio, estando agora embaixo de uma ponte.

Grande parte dessses problemas foram vividos pelo CX de Curitiba que vem conseguindo graças aos esforços do Acyr Calçado, Adwillians de Souza (que são a parte mais visivel da diretoria) e, principalmente, de vários enxadristas que além de gostarem do clube perceberam que valia a pena colaborar com essa administração nao só doando dinheiro mas tempo. O clube está se libertando das dívidas e voltando a ser uma referência no xadrez nacional.

Longa vida aos clubes de xadrez.

21/08/2009

Ave Rybka !


Durante o Continental eu tive uma visão mais próxima do que vem a ser o xadrez com o programa Rybka ( "pequeno peixe") que , segundo seu criador é feminino.

Para quem nào conhece, Rybka é o mais forte programa para se jogar xadrez da atualidade, longe dos outros como o Fritz11, por exemplo. Quando a gente começa a analisar partidas usando o peixinho, o jogo parece o que era quando a gente estava aprendendo a jogar: pura mágica. Particularmente em posições táticas.

Após uma das rodadas o Wagner Madeira, em cuja casa fiquei durante o torneio, nào parava de falar maravilhas de uma das partidas ganhas pelo Fier. Já em casa ele foi me mostrar a partida no computador e deixou o, isto é, a Rybka analisando os lances enquanto ia me mostrando. O programa imediatamente mostrou os furos de ambos os lados. Todo o entusiasmo do Wagner se desvaneceu apesar de ficar clara a coragem do Fier em arriscar nessas posições.

Ao ver ela manejando posições extremamente perigosas, como se nada estivesse acontecendo, dá pra aprender como se defender. No dia seguinte, meu adversário sacrificou um peão na abertura e eu não tive dúvidas em comer e defender o que era meu, em uma posição em que eu jamais faria isso. E consegui, sem dificuldades.

Estes dias eu li um artigo no site www.chessbase.com sobre uma situação inusitada: um determinado estudo de D. Djaja de 1972 que seres humanos ou computadores não seriam capazes de resolver. O artigo completo pode ser lido aqui. Na época um grupo formado por Keres, os dois Byrnes, Lothar Shimidt, e Hans Donner tentaram resolver durante mais de meia hora e não conseguiram. O diagrama é este:


Jogam as brancas e empatam. (obs: essa posiçào já é uma parte avançada. O estudo completo pode ser visto aqui)

Foi feita uma aposta de que o/a Rybka não conseguiria descobrir o lance chave. O programa descobriu o lance em pouco mais de 28 segundos! E a estratégia para o ganho em 1min e 2 segundos O Fritz 11 também achou a solução em 32 segundos.


Se voce pretende resolver o problema não leia a partir daqui.


Aqui vale uma explicação. O programa simplesmente determina que todos os outros lances perdem e só o lance da solução permite continuar a partida mesmo com uma tremenda desvantagem que é acusada na avaliação (-+ (-4,46) Rybka e -+(-2,93) Deep Fritz11). O empate é por xeque-perpétuo e não podemos esquecer que empate por perpétuo não existe nas regras de xadrez. O que existe são os empates por repetição de diagrama ou a regra dos 50 lances. Enquanto o programa não avançar o suficiente para identificar um desses dois empates ele vai considerar a partida ganha para as negras.

Esse problema, extraído de um livro de Hans Donner, circulou, segundo ele , na Olimpíada de Skopje- 1972 e levou muita gente à loucura tentando resolvê-lo.

Agora, durante o mundial 960 em Mainz o estudo foi apresentado a um grande número de GMs presentes ao evento.

Aronian resolveu rapidamente mas confessou que já conhecia o problema do livro de Donner. E sugeriu que tentassem com Gabriel Sargissian, seu segundo, um super solucionista que consegue resolver estudos instantaneamente. Não conseguiu. E. Nadjer, D. Navarra e D. Fridman tambem tentaram e não conseguiram resolver. Horas mais tarde, depois de despender muito tempo, Fridman apareceu com a solução.

V. Gashmov(2740) e seu irmão S. Gashmov(2351) tambem tentaram mas só o mais fraco deles deu com a solução. Outro que tambem conseguiu foi o superGM Mamedyarov(2715) auxiliado por várias jarras de cerveja e muita dedicação.

E, por fim, Kasparov, de férias no Mediterrâneo, que ligou e disse ter achado a solução em 1 minuto ou 2 "mas somente graças à grande dica incluída na história". Ele racicinou que "se Rybka levou mais de um minuto - uma eternidade - para descobrir a solução em uma posição aberta é porque a soluçào é o xeque-perpétuo. Aí ficou fácil."

Ave, Kasparov.

03/08/2009

Continental 2009 - 11a rod

Não deu.

Ontem perdi para o GM colombiano G. Garcia e terminei com 6 pontos. o Milos foi o único brasileiro a classificar-se para o mundial pelo torneio (numa cansativa eliminatória logo após o torneio (6 jogadores, 4 vagas em partidas de 15 in com 10s de acréscimo. Na primeira partida conseguiu várias vezes vantagem decisiva mas começou a jogar muito mal e perdeu. Depois se recuperou e terminou em primeiro). Em novembro junta-se ao Fier e ao Leitão, que já estavam classificados pelo zonal, e vão para a Russia jogar o mundial.

A classificação final do torneio pode ser vista aqui.

Nessa última partida eu tinha que ganhar para tentar conseguir a norma de MI. Faltou gás.


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